Institucional

O Fundo Patrimonial Amigos da Poli é uma associação que visa captar doações e aplicar os recursos oriundos desta captação em projetos na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, sendo sempre observadas as melhores práticas de governança e transparência e com foco na perpetuidade e manutenção do capital doado.

 

Breve Histórico

A história da Associação teve início em 2009, quando um grupo de ex-alunos começou a buscar a criação de um modelo de apoio à Poli que tivesse atributos que permitissem uma ampla captação de recursos.

À medida que a Equipe de Organização do Amigos da Poli foi realizando pesquisas e reuniões com potenciais doadores, professores, gestores de entidades do terceiro setor e diversas outras personalidades ilustres, a Associação foi tomando corpo e forma, de modo que a atual estrutura é uma síntese de todas as sugestões e críticas coletadas ao longo dos últimos dois anos.

 

Como está Organizado

A Associação Fundo Patrimonial Amigos da Poli nasce com um fundo patrimonial que possui recursos financeiros oriundos da doação de diversos amigos da Poli, de forma que a gestão dos recursos fica a cargo de profissionais de mercado e a decisão da utilização dos recursos fica a cargo de um Conselho Deliberativo indicado por doadores. Convém salientar que uma das posições do Conselho é reservada a um docente da Poli.

 

Endowments

A história dos endowments está intrinsecamente ligada à atividade educacional. O princípio de  autofinanciamento possibilitado pelos Fundos Patrimoniais garante às instituições de ensino a independência e, por conseguinte, a perenidade que a educação precisa para cumprir seu papel de
expandir as fronteiras do conhecimento humano.
Não por acaso, o primeiro endowment que se tem notícia foi criado para o sustento de centros de ensino: em 176 a.C., o imperador romano Marco Aurélio criou endowments para as quatro maiores escolas filosóficas de Atenas: Platônica, Aristotélica, Estoica e Epicurista. Os laços históricos de endowments
e educação não pararam por aí. Até os dias de hoje, os mais antigos endowments ainda em atividade são ligados a instituições de ensino. Tratam-se dos Fundos Patrimoniais criados pela Lady Margaret Beaufort, Condessa de Richmond – que viria a ser avó do rei Henrique VIII – em 1502,
para as cadeiras de Divindade das universidades de Oxford e Cambridge.


E POR QUE ENDOWMENTS SÃO ESTRUTURAS TÃO ATRAENTES A ESCOLAS E UNIVERSIDADES?

Para entendermos de maneira objetiva este ponto, basta nos debruçarmos sobre o princípio básico de funcionamento de um Fundo Patrimonial: trata-se de uma dotação patrimonial capaz de gerar um fluxo anual de renda disponível para uso. Todavia, por se tratar de uma estrutura perene, que
deve se manter ad aeternum, ele precisa ser capaz de corrigir, ano após ano, seu patrimônio pela inflação, garantindo assim a manutenção do seu poder de compra.

As sementes plantadas pela nobre condessa renderam frutos, e hoje é difícil de dissociarmos as universidades de elite do mundo ocidental de seus fundos de endowment. A despeito do caráter histórico dos endowments das tradicionais universidades britânicas, foi em solo norte-americano que o modelo floresceu de maneira memorável. No ranking de fundos patrimoniais das universidades dos Estados Unidos, todas as 10 primeiras possuem endowments com patrimônio superior a US$ 10 bilhões: Harvard lidera a corrida, somando mais de US$ 36 bilhões em ativos, numa proporção de US$ 1,5 milhão para cada estudante. Yale ocupa a segunda posição, com patrimônio de US$ 27,2 bilhões, e a impressionante média de US$ 2,2 milhões por estudante matriculado.

Se os patrimônios desses endowments já chamam atenção, seus impactos na vida estudantil de suas universidades não poderiam ser menores. Tomemos mais uma vez Yale como exemplo: seu fundo patrimonial deverá contribuir com US$ 1,3 bilhão para o orçamento da universidade em 2018 – cobrindo, portanto, 34% do orçamento anual daquela escola.

A grandiosidade desses números pode chocar ao primeiro contato, e até soar ao leitor como um exemplo inatingível para os modestos endowments que estão a florescer em nosso país; não podemos, contudo, perder de vista que estas iniciativas não têm por condição necessária começarem grandes.

No início da década de 50, o endowment de Yale somava um patrimônio na casa dos US$ 200 milhões. Em pouco menos de 70 anos, seus ativos ultrapassaram a marca dos US$ 27 bi, alavancados por dois fatores: a gestão eficiente dos investimentos; e as doações frequentes e cada vez maiores
ao endowment.

Outro exemplo destacável é o da Universidade da Califórnia Berkeley. Em plena crise de 2008, antevendo a diminuição de repasses do governo da Califórnia para suas atividades, a universidade lançou uma ambiciosa campanha de captação, com uma meta de arrecadação de US$ 3 bilhões. Em
2014 a meta foi alcançada, contando com a ajuda de mais de 281 mil doadores. Parte dos recursos arrecadados foram aplicados no endowment da universidade, que viu seu patrimônio saltar de US$ 2,5 bilhões em 2006 para US$ 4,3 bilhões em 2017.

Enfim, fundos de endowment são uma poderosa ferramenta para a sustentabilidade de longo prazo de instituições de ensino. A boa gestão de seu patrimônio, somada às doações crescentes, são catalizadores essenciais para a ampliação da influência desse instrumento perene de geração de renda na vida de suas respectivas universidades.

Posicionamento

A Associação é, do ponto de vista jurídico, independente da Poli, sendo seus recursos geridos exclusivamente pela própria associação e sendo vedado o comprometimento dos mesmos com o orçamento corrente da Escola. Esta iniciativa zela pela preservação do caráter público da Universidade de São Paulo e pela manutenção de sua total autonomia política, financeira e administrativa.

 

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