• Projeto Potência

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A Universidade de São Paulo, renomada universidade brasileira, apresenta um corpo discente majoritariamente composto por alunos egressos da rede particular de ensino. Em 2009, 69,9% nos ingressantes em cursos de graduação vieram de escolas particulares – percentual que vem diminuindo ano após ano devido à sistemas de inclusão social (INCLUSP, PASUSP, Pré-Iniciação Científica, etc).

O menor percentual de aprovação dos estudantes que fazem ensino médio em escolas públicas reflete diretamente a diferença na qualidade de ensino entre os sistemas público e privado. Esses programas de inclusão da USP, em princípio, não têm efeito sobre a qualidade do ensino público e podem aprovar alunos com notas inferiores aos concorrentes.

Os estudantes do sistema público, em geral, vêem na simples obtenção do diploma de ensino médio a única utilidade do ensino. Isso ocorre porque estes alunos já estão inseridos num contexto de exclusão que gera um ciclo vicioso: seus pais não tiveram oportunidade de estudo e por comodismo ou desconhecimento não exigem empenho dos filhos na escola. Estes que hoje são filhos, no futuro, como pais, não cobrarão de seus descendentes o que não lhes foi cobrado, a menos que sejam “despertados”. Em relação ao sistema privado o que ocorre é inverso, ou seja, há um ciclo virtuoso onde os pais que tiveram uma graduação de qualidade vão cobrar o mesmo dos filhos e, assim, os filhos descobrem a importância da educação na qualidade de vida e vão repetir o ciclo em relação aos seus descendentes.



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